Inhotim é o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo, cercado por um majestoso jardim botânicoO Instituto Inhotim começou a ser idealizado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980. A propriedade privada se transformou com o tempo, tornando-se um lugar singular, com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes. Os acervos são mobilizados para o desenvolvimento de atividades educativas e sociais para públicos de faixas etárias distintas. O Inhotim, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), tem construído ainda diversas áreas de interlocução com a comunidade de seu entorno. Com atuação multidisciplinar, o Inhotim se consolida, a cada dia, como um agente propulsor do desenvolvimento humano sustentável.
É o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo, cercado por um majestoso jardim botânico. Caminhar por sua enorme área, que ostenta uma das maiores coleções de espécies vivas entre todos os jardins botânicos do país, é uma experiência única. Mas é pela arte que o Inhotim ganhou notoriedade. Mais de 20 galerias abrigam obras de 85 artistas de 26 diferentes nacionalidades: instalações, esculturas, desenhos, fotos e vídeos que chocam, encantam e estimulam a participação do visitante. No último ano, o vasto acervo ganhou como reforço obras de Lygia Pape, Tunga, Cristina Iglesias e Carlos Garaicoa.
Por que é 5 estrelas? Porque nada no mundo se compara a Inhotim. Seu idealizador, o minerador Bernardo Paz, projetou um espaço com jardins amplos e exuberantes que dialogam com as obras de arte e a arquitetura das galerias - que de tempos em tempos são atualizadas, de acordo com o a curadoria do museu. A estrutura é de primeira: restaurantes, lanchonetes, monitores, limpeza e conservação impecáveis.
Preste atenção Na áudio-instalação de Janet Cardiff & George Bures, que corresponde à narração de um sonho; no pavilhão do artista Matthew Barney (que mais parece um óvni espelhado no meio da mata); na galeria Doug Aitken, de onde se ouve o som da terra; na galeria de Cildo Meirelles, uma impactante casa com todos os cômodos e objetos revestidos de vermelho; crianças se divertem nas Cosmococas de Hélio Oiticica - salas com estímulos sensoriais.
A melhor foto: Da escultura Elevazione, de Giuseppe Penone, uma imensa "árvore" suspensa, com raízes à mostra; da Magic Square, de Hélio Oiticica, onde nove paredes coloridas contrastam com o verde, em frente ao maior lago do Instituto; das 70 vigas de ferro despejadas de pé em uma piscina de concreto por Chris Burden, no alto de uma colina - oportunidade para captar arte e natureza num mesmo clique; e dos fuscas coloridos, perto da entrada das Cosmococas, um dos cartões-postais do instituto.
Tempo de visita: Dois dias. Para economizar tempo, compre, além do ingresso, o passe do carrinho que leva às obras mais distantes - ele funciona como um circular, e passa a cada 15 minutos nas paradas indicadas no mapa do museu.
Quando ir: O ano todo. Nas terças-feiras (exceto feriados), a entrada é grátis. E, nos fins de semana, o instituto fecha mais tarde. De terça a domingo, um ônibus liga a rodoviária de Belo Horizonte ao local. Nos meses de agosto e setembro, o projeto Inhotim em Cena leva artistas ao parque todos os domingos, para apresentações grátis (música, dança ou performance teatral) - a programação é divulgada no site do instituto.
Serviço: Circular no museu é fácil: logo na entrada você recebe um mapa e em cada galeria há um monitor. Há quatro tipos de visitas guiadas: artística, ambiental, panorâmica e viveiro-educador.